Terça-feira, Abril 11, 2006

Pagando (um pouco) a língua...

Ok, voltei ao orkut...
Sim, sim, fui mais um vencido, e retornei...

Depois do post gigante, as pessoas devem estar pensando, nossa, como ele é doido... Mas o que eu escrevi antes, continua valendo.

Privacidade, mantida, obrigado. Só uma foto para que me reconheçam, e isso no perfil mesmo. Completei somente a parte de Interesses, até porque não fazem muita diferença quanto a privacidade... Porém outros dados não serão adicionados, ou pelo menos não para todos.

Mas sabe o que me fez mais falta? Comunidades e agenda de aniversário... verdade, acredite se quiser...

Segunda-feira, Abril 03, 2006

Privacidade...

Bem, estava esperando o orkut encerrar minha conta antes de escrever. Sim, eu deletei meu orkut (e fotolog.net também), o motivo, privacidade. É bom e eu agradeço.

Dias desses estava deitado na cama tranquilamente, coisa comum nas manhãs de sábado, e um pensamento me surgiu: Quantas pessoas existem no mundo? Quantas pessoas neste mundo entram na internet? Quantos brasileiros entram na internet? Quantas pessoas fofoqueiras, sem assunto e curiosas que me conhecem entram na internet? Todos os números foram altos, até mesmo o da última pergunta...

De repente vi que orkut, fotologs e determinados blogs, nada mais são do que uma porta de entrada para QUALQUER pessoa saber da sua vida. Eu pelo menos fazia do meu flog um local de postar fotos minhas, de festas, viagens, família, amigos... ou seja, qualquer pessoa que entrasse ali sabia o que eu tinha feito naquele dia, o que eu iria fazer, com quem tinha saído, meus hábitos de saída. Conheceria meus amigos pelos posts, iria nos favoritos relacionados... travaria uma rede de informações sobre minha vida e de todos que nela estivessem iseridos.

Deletei o fotolog.

Orkut, um mal necessário. O melhor calendário de aniversário que já inventaram. Porém outro meio de qualquer pessoa com o intuito de sonegar informação, fazer comentários desnecessários a terceiros e principalmente, relacionar scraps de uma pessoa com outra, tem. Mas também possui seus pontos positivos, e que não são poucos. Tirando aqueles clichês de reencontrar velhos amigos, manter contato, bla, bla, bla, as comunidades são uma das melhores coisas também. Postar, ler comentários, opiniões diferentes da sua. Quanta coisa eu já aprendi, li e fiz download de comunidades. Amigos, muitos amigos fiz pelo orkut.

Mas por que apagar então? Seria idiota dizer da minha parte, que apaguei só por causa de comentários e fofocas que surgem por causa de um scrap. Ou que pessoas ficam lendo meus scraps e os scraps que eu deixei e ficam fazendo comentários; comigo ainda por cima. Não foi só por isso, até porque isso já é esperado. Apaguei mais pelo fato do conteúdo muitas vezes dos scraps. Tinham pessoas que achavam que scrap book era algo que ninguém lia, ou melhor, achavam que só o dono que lia. E do que adianta ler e apagar scrap? Se eu ficar 5 dias sem entrar, os scraps continuarão lá, até eu entrar, ler e apagar. E não adianta falar para não escreverem assuntos pessoais em letras maiúsculas no perfil. Continuarão falando da noite de ontem, do quanto você bebeu, de com quem eu fiquei ou tomei fora, de onde estavam meus pais, ou de onde eu estou, de quem eu estou afim, da cantada que mandei para a mulher lá via scrap... as pessoas não tem noção ainda de que aquilo ali, é um verdadeiro meio de desvio de informação, de busca de informação, de como qualquer pessoa pode saber muita coisa da sua vida, sem você as vezes querer.

É isso, eu pensei na privacidade. Na privacidade de informação. Na minha privacidade.
Com que ânimo agora iria chegar para alguém e contar algo que ás vezes já está explícito num flog ou orkut da vida. Tudo agora virou mecanizado. As pessoas entram numa página, ficam sabendo tudo o que você fez, às vezes nem por você mesmo, por outros.

Pode parecer sem sentido para alguns, mas para mim faz sentido até que de mais. Com tudo isso, eu não queria mais saber de contar as novidades para as pessoas, mandava simplesmente ir no flog. Até mesmo as conversar telefônicas, em vez de ligar para um amigo para combinar de sair e até conversar um pouco, não!, é só deixar um scrap. A vida ficou mais fria, mais distante...

Ok, eu também tenho culpa nisso (mta culpa por sinal), afinal me rendi a tudo isso durante muito tempo. Fiz de meu flogs, orkuts e afins verdadeiros diários da minha vida. E agora caiu a ficha, de que expor minha vida a pessoas alheias a tudo o que me acontece, não vale a pena. Não quero, nem vou. Se bem que não tenho o que esconder. Eu sou o que vivo. Mas mesmo assim, privacidade é uma dádiva, que se você não a dosa, você pode ficar sem.

Já fui escravo de tudo isso que me desfiz hoje, utilizei de forma errada algumas vezes sim, admito, já que do que reclamo eu também contribuia. Mas se eu não tomar o primeiro passo, quem vai tomar? As pessoas irão deixar de ler o que está escrito? Vão deixar de comentar o que está postado? Não. O ser humano é curioso por natureza. Então que seja curioso com a vida dos outros, porque da minha cuido eu.

Bruno Souza

Sexta-feira, Março 31, 2006

Ser mineiro, ou senão, Bruno

"Ser mineiro é não dizer o que faz, nem o que vai fazer; é fingir que não sabe aquilo que sabe; é falar pouco e escutar muito; é passar por bobo; é vender queijo e possuir bancos.
Um bom mineiro não laça boi com embira, não dá rasteira no vento, não pisa no escuro, não anda no molhado, não estica conversa com estranhos.
Só acredita em fumaça quando vê fogo; só arrisca quando tem certeza, não troca um pássaro na mão por dois voando.
Ser mineiro é dizer "uai".
É ser diferente.
É ter marca registrada.
É ter história.
Ser mineiro é ter simplicidade e pureza, humildade e modéstia, coragem e bravura fidalguia e elegância.
Ser mineiro é ver o nascer do sol e o brilhar da lua, é ouvir o cantar dos pássaros e o mugir do gado; é sentir o despertar do tempo e o amanhecer da vida.
Ser mineiro é ser religioso e conservador; é cultivar as letras e as artes; é ser poeta e literato; é gostar da política é amar a liberdade; é viver nas montanhas, é ter vida interior, é ser gente."

(Fernando Sabino)


Achei esse texto fazendo uma limpeza no meu material de 3º ano (ok, já tem 2 anos que formei), e depois de ler e reler, vi que se você tirar a palavra "mineiro" e colocar Bruno, nos mineiros em negrito (só os em negrito), você tem a melhor definição que alguém já poderia ter feito sobre mim.
É, literalmente, eu sou mineiro.

Sábado, Dezembro 03, 2005

Meus Demônios

(sem título)

Acordado as 4
Algo me atordoa
Antes fosse insônia

Meus medos, minhas fraquezas
Coisas que me consomem
Meus sonhos, minha vida
Desfeitos num alvoroço

Desfazem meus sentidos
Me perseguem em pensamentos
Inimigos de uma batalha
Que aos poucos estou perdendo

Entrego me a eles
Sem perceber
De repente volto a realidade
Depois de me arrepender

Percebo que é um ciclo vicioso
De idas e vindas

Prometo destruí-los
Mas por muitas vezes
São mais fortes
Dominam minha alma
Invadem meus sonhos
E o que resta é manter-me acordado

Fraquezas e angústias
Medos e arrependimentos
Falhas e idolência
Minhas pestes
Meus tormentos...
...
Bruno M. de Souza

Domingo, Novembro 27, 2005

Is There Anybody Out There?



Is there anybody out there?
Is there anybody out there?
Is there anybody out there?
Is there anybody out there?
Yes, there is...
It´s me soon.